terça-feira, novembro 30, 2004

ENERGIA DAS ONDAS

Como já todos nós sabemos, Portugal tem uma das costas mais energéticas do mundo. Infelizmente esta mais valia energética ainda não está a ser devidamente aproveitada. No entanto este cenário está a mudar uma vez que ao largo de Viana do Castelo, acaba de ser instalada a primeira central portuguesa de aproveitamento da energia das ondas.

Em breve, este gerador experimental será capaz de produzir 2 MW de energia aproveitando a diferença de pressão das ondas (sistema AWS).

Calcula-se em 20% a percentagem de energia electrica consumida em Portugal que poderá no futuro ser gerada pelas ondas do mar. Para tal será necessário instalar 45 parques de energia das ondas capazes de produzir 4.500 MW. Cada parque é constituído por 20 a 200 geradores submersos entre 50 a 80 metros de profundidade a cerca de 5 milhas da costa e distribuidos ao longo de um quilómetro de extensão.

terça-feira, novembro 23, 2004

PORTUGUESES SÃO ALVO FÁCIL PARA A SIDA!

Portugal tem a maior taxa de incidência de Sida da União Europeia e as investigações mostram que os portugueses continuam a ignorar as medidas de prevenção. O mais grave é que muitos portugueses ainda não sabem como ocorre o contágio com o HIV, o vírus que provoca a doença. Há até quem acredite que a Sida se apanha nas casas de banho públicas ou através de picadas de insectos.

É quase inacreditável, mas uma grande percentagem de adolescentes portugueses que se preparam para iniciar a vida sexual ou que acabaram de ter as suas primeiras experiências acreditam que a Sida é uma doença inventada como medida de repressão. Isto simplesmente porque não conhecem ninguém contaminado!!! Segundo um inquérito que envolveu mais de 1000 jovens, entre os 14 e os 16 anos, em escolas portuguesas de todo o país, “mais de metade dos adolescentes (54%) julgam que não correm risco de ficar infectados só porque não tem relações sexuais com pessoas que consomem drogas”. Uma percentagem considerável (32%) acha que a pílula os protege da Sida, e quase 20% dos inquiridos afirma que ao olhar para a pessoa sabe se ela tem Sida!

A ignorância sobre a doença alastra-se a todo o País e o número de infectados com Sida em Portugal pode ultrapassar os 50 mil, especialmente na faixa etária entre os 20 e os 40 anos. A ignorância é, sem dúvida, o maior comportamento de risco e o primeiro passo para se ser infectado!!!

Fonte: Revista Focus

O QUE OS OLHOS DIZEM...

Os olhos dizem muito sobre as emoções das pessoas.
Tens uma boa capacidade para identificar o estado emocional de uma pessoa?


Faz um teste rapido sobre esta capacidade em: http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testes/olhos/olhos_01.asp

Acertei em 5..... Foi excelente!

segunda-feira, novembro 22, 2004

Nova Distrital no PSD Algarve!

Mendes Bota é o novo presidente do PSD/Algarve. Como é do conhecimento público, a JSD manifestou, desde a apresentação deste projecto político, a profunda convicção que esta candidatura era a que melhor servia os interesses do PSD e do Algarve. Queremos congratular os vencedores, mas transmitir aos vencidos que agora importa cerrar fileiras, reforçar a coesão na consecussão dos vectores estratégicos que esta distrital delineará. Uma palavra para centenas de companheiros e amigos da JSD que, por todo o Algarve, emprestaram a sua coragem, o seu voluntarismo altruísta para que a revitalização e regeneração do nosso partido tivesse ontem, numa jornada histórica, uma retumbante e saborosa vitória!

terça-feira, novembro 16, 2004

A REALIDADE AMBIENTAL...


A política do Ambiente atravessa hoje um dos momentos mais críticos dos últimos 25 anos.

Se por um lado, nunca como hoje, os problemas atingiram tamanha gravidade, por outro, há muito que não se verificava uma tão flagrante incapacidade dos dirigentes políticos internacionais em darem respostas a uma degradação ambiental que parece já fora de controle.

Esta é a realidade nua e crua! Veja-se o exemplo das emissões de CO2...falava-se em estabilizar estas emissões no ano 2000, ao nível das de 1990. Hoje emite-se cerca de 10% mais, em relação a 1990.

Até os média! Hoje o tempo mediatico é instantâneo. As crises duram 24, 48, 72 horas, Depois é necessário criar novas imagens para alimentar a guerra das audiências! Iraque, Afeganistão, Palestina, Israel, Ribeiras Contaminadas! Tudo é grave. Tudo é urgente. Tudo é esquecido no dia seguinte!

A destruição do ambiente também tem as suas imagens choque, também proporciona aberturas de jornais televisivos. No entanto, o problema não desaparece ao ritmo das televisões. Actua como um cancro roendo dia a dia o planeta, contaminando cursos de água, infiltrando terrenos, passando substâncias tóxicas de um escalão a outro no ciclo de vida, degradando lentamente a máquina planetária, da alta estratosfera, cada vez mais empobrecida na sua camada de ozono, ao fundo dos mares cada vez mais poluídos.

E paradoxalmente nunca foi tão grande o capital de esperança não cumprida e de generosidade não aproveitada de parte da população, nomeadamente dos jovens.

Há nas questões do ambiente um défice de comunicação e de explicitação de objectivos.

Défice de comunicação porque o tempo de antena é consumido em cenas de histeria sobre a localização de incineradoras ou aterros e não sobre a análise serena do que fazer de uma sociedade de consumo que todos os anos produz mais lixo por habitante. Vamos parar para pensar por um momento.

Queremos resolver os problemas dos resíduos? Mobilizem-se todos os interessados. Sensibilizem-se as populações. Ataque-se o problema das embalagens. Promova-se a recolha selectiva e a reciclagem. Façam-se acordos de empresa ou sectoriais para a redução de consumos de matérias primas. Alterem-se os métodos de produção. Eduquem-se as crianças e os jovens para a reciclagem, promovam-se novos agentes económicos e debata-se também a questão do tratamento final do que não pode ser reduzido, reciclado ou reutilizado.

Este exemplo poder-se-ia estender a outras áreas e problemas ambientais. Não há solução possível para os problemas do ambiente se estes forem atacados apenas no final do processo, na vã e cara tentativa de minimizar as consequências sem pôr em causa as estruturas automáticas do funcionamento da economia e da sociedade.

Por comodismo, grande parte da nossa vida é um atentado quotidiano ao ambiente, pela forma como consumimos, aquecemos, transportamos e nos divertimos. A economia ignora os custos ambientais que não se reflectem nos preços dos bens e serviços. Pelo contrário, quem investe no ambiente é em muitos casos penalizado, já que é quase sempre mais barato poluir ou destruir. Por simplismo, os políticos e os jornalistas atacam os problemas pelo que é espectacular, violento ou conflitual.

O caminho passa pela pedagogia, pela reflexão, pela análise dos mecanismos ocultos que nos levam a destruir para continuar a viver com os padrões de conforto de que não prescindimos e pela acção determinada em casos urgentes ou exemplares. Assim se despertarão as consciências, mobilizarão as vontades e se forçarão os políticos a agir.

segunda-feira, novembro 15, 2004

INACEITÁVEL!!!



Independentemente do conteudo, a forma como a mensagem é exposta é inaceitável!!! Será que se justifica vandalizar as paredes das cidades (neste caso de Faro) para passar mensagens seja do que for, contribuindo desta forma para a degradação urbanistica de uma dada zona da cidade?

sábado, novembro 13, 2004

CLAROS E OBJECTIVOS - 1000 visitantes

Neste pouco tempo de vida, o Blog da JSD/Algarve "Claros e Objectivos" já atingiu as 1000 visitas!!! A JSD/Algarve agradece a todos os que por aqui passaram e que continuam assiduamente a visitar-nos.

PROTESTO CONTRA AS PORTAGENS!!!

O protesto de ontem contra as portagens na Via do Infante (A22), levaram milhares de automobilistas para a Estrada Nacional 125 (numa das maiores acções mobilizadoras de que há memória no Algarve) entupindo quase por completo, com um trafego automóvel caótico o já complicado trânsito nesta via rodoviária.

Desta forma, os algarvios demonstraram inequivocamente o seu descontentamento perante uma medida que é fortemente penalizadora para o desenvolvimento económico da região, mostrando ao mesmo tempo que a EN 125 não é nem nunca poderá ser considerada uma via alternativa à A22.

Nota negativa para os agentes de autoridade que pareciam "desconhecer" que tipo de manifestação se tratava, passando diversas multas e identificado muitos condutores, tendo inclusivé desviado trânsito para a Via do Infante...

quinta-feira, novembro 11, 2004

HOJE: "FORÇA DO ALGARVE"

Hoje, às 19 horas, irá decorrer mais uma iniciativa da JSD/Algarve. Desta feita, vamos comemorar o Dia de S. Martinho com o Magusto "Força do Algarve" no restaurante CHEERS situado na Estrada Almancil-Quarteira, com um convidado muito especial - Dr. Mendes Bota.

Poderás desfrutar, totalmente grátis, de castanha assada, vinho novo, de música latino-americana e de uns bons momentos de karaoke.

Para além dos bons momentos de convívio e de forte companheirismo como aliás são apanágio das nossas actividades, procuramos com esta acção reforçar o claro e convicto apoio da JSD e dos seus militantes à candidatura do Dr. Mendes Bota à liderança do PSD/Algarve, pelo futuro e pela afirmação do Algarve!!!

Não faltes!

NÃO ÀS PORTAGENS!!!



Esta 6 feira, às 10 horas, vamos todos rumo à EN 125!

quarta-feira, novembro 10, 2004

TONELADAS DE LIXO NA EN 125

No passado sábado, as bermas da Estrada Nacional 125 foram palco de uma campanha de limpeza onde foram recolhidas quase 11 toneladas de lixo (10 kg por cada 100 metros de estrada)!!!

Esta acção foi promovida pelo Corpo Nacional de Escutas e contou com a colaboração da Junta Metropolitana do Algarve e das 12 autarquias que a estrada atravessa.

Do diverso lixo recolhido, a esmagadora maioria eram garrafas de plástico, latas de bebida, embalagens diversas, sacos de plástico e outros objectos atirados pelos automobilistas. Perante estes dados, pode-se concluir que ainda se tem de investir muito em formação civica e ambiental neste país, pois o grau de civismo e de consciência ambiental de alguns cidadãos ainda não atingiu o patamar desejado...

segunda-feira, novembro 08, 2004

A Força do Algarve - O Jantar II

Luís Filipe Menezes foi convidado de honra de Mendes Bota. O autarca de Gaia não tem medo das disputas internas, pelo contrário: da desunião nasce a força.

Segundo o presidente da Câmara de Gaia, "os momentos mais altos do PSD foram quando soube compaginar a construção da unidade com a conflitualidade decorrente do confronto de ideias diferentes".

Para Menezes, "sempre que o PSD se fechou dentro de casa, criou clientelas, gerou os seus boys e sempre que impediu a diferença de se manifestar, definhou. Esse PSD tem-se enxertado um pouco por todo o País e é contra isso que eu me bato", afirmou.

As palavras do autarca estavam directamente relacionadas com o processo eleitoral no PSD/Algarve e, simultaneamente, pretendiam desvalorizar os argumentos da candidatura de Isabel Soares que clamam pela unidade e acusam Mendes Bota de dividir o Partido. "Esta divisão entre militantes não deve ser entendida como uma separação", mas sim como uma forma de se construir "o PSD da vitória, da diferença e do confronto", afirmou.

A ilustrar a afirmação, Menezes deu dois exemplos paradigmáticos: "quando Sá Carneiro partiu o Partido ao meio, com as opções inadiáveis, e até foram para casa 50 ou 60 notáveis que eram deputados à Assembleia da República, seis meses depois, Sá Carneiro tinha a primeira maioria absoluta em Portugal. Também um algarvio, Cavaco Silva, na Figueira da Foz, ganhou por uma vintena de votos de diferença com o Partido dividido a meio, seis meses depois era primeiro-ministro com uma maioria", lembrou.

"É nas divisões que se confrontam ideias, é nas divisões que se confrontam projectos e depois é da síntese desses projectos que se consegue gerar a unidade pela qual vale a pena lutar", sustentou.

Em mais uma referência à candidatura de Isabel Soares, o social-democrata disse que "quando há disputas locais e regionais do Partido, há sempre um grupo que, não confiando nas suas próprias forças, quer ir buscar apoio a Lisboa - para dizer que é um legítimo representante de interesses regionais junto do Poder Central: isso é um sinal de fraqueza", garantiu.

Reforçando as palavras de Mendes Bota, Luís Filipe Menezes, disse que "ninguém tem legitimidade no Algarve para dizer que quem está com o Mendes Bota é contra o líder do Partido: eu estou com o Bota e sou a favor do actual primeiro-ministro".

Para o autarca, "esta sala e esta candidatura transpiram duas coisas fundamentais - no passado, no presente e para o futuro do PSD: a união entre as bases do partido, que enchem salões, comícios, festas e ruas, sem nunca ter direito a uma fotografia no jornal, ou um lugar bem remunerado; e a presença daqueles que valem votos, os presidentes de câmaras pequenas, que sendo pequenas, são as mais vulneráveis e as que mais dependem da Administração Central. Não estão aqui muitos daqueles, poucos, que têm lugares de nomeação: têm medo de os perder se houver um poder político no Algarve a exigir os melhores para ocupar esses lugares", concluiu.

"Refundar" o PSD/Algarve

Numa sucessão de nove intervenções, Cristóvão Norte, líder da JSD/Algarve, explicou as razões que levam os jovens sociais-democratas a escolher Mendes Bota.

"Pretendíamos, quando explanamos um conjunto alargado de preocupações, que o PSD/Algarve tomasse posições, onde defendesse as legítimas aspirações e interesses dos algarvios. Infelizmente, o PSD/Algarve não agiu assim. Por isso, quando surgiu a candidatura de Mendes Bota, a JSD não hesitou, porque sabíamos que íamos ter um PSD revigorado e revitalizado. Um PSD que não negligência o seu papel fundamental e incontornável na vida política regional". Para isso, acrescentou Cristóvão Norte, "precisamos de um PSD forte, com um programa e acção política forte, forjado na vontade das bases dos militantes".

Para Cristóvão Norte, "esta candidatura é uma lufada de ar fresco, é um refundar do PSD, é um novo impulso e apoiá-la é um dever de consciência e militância", afirmou.

O líder da JSD quer "um PSD/Algarve que apoie e caucione as medidas do nosso Governo, mas não queremos que o faça de um modo cego, subserviente, ou despudorado. Precisámos de uma Comissão Política Distrital que marque a agenda política - debata e reflicta sobre o Algarve e o futuro de todos nós", disse.

Norte lembrou Francisco Sá Carneiro quando disse que a JSD devia ser a consciência crítica do PSD. Para o líder da juventude social-democrata, Mendes Bota "protagoniza esse espírito de irreverência: bate-se pelas suas ideias e convicções".

"Sem liderança"

Expressando as preocupações dos Trabalhadores Sociais-democratas, Alberto Almeida disse que "os camiões TIR vão vazios para Lisboa", uma alusão à alegada "ausência" da actual Comissão Política Distrital. Segundo este responsável, os trabalhadores algarvios "não têm tido interlocutores, alguém que transmita ao Governo os problemas da região, desde as pescas, até à questão da Via do Infante".

Barros Madeira, mandatário distrital, classificou a candidatura de Mendes Bota como de "esperança". Acusou o PSD/Algarve de "ter estado a dormir ao largo do Rio Arade". O responsável não tem dúvidas: a forma como o Partido está a ser conduzido na região "está a matar as bases" e sendo o PSD um Partido das bases, está "a matar o Partido", afirmou.

José Estevens, cabeça-de-lista à Conselho de Jurisdição Distrital disse-se "orgulhoso" por ter ido "bater à porta" de Mendes Bota. A sensação, acrescentou, "era de que o PSD/Algarve estava apático, a dormir, não existia: mas existe, só não tem liderança", acusou.

Colaço Canário, cabeça-de-lista à Mesa da Assembleia Distrital, destacou a "honestidade e capacidade de trabalho", tanto de Mendes Bota, como de toda a equipa.

Seruca Emídio, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, mas falando a título individual, expressou as razões de natureza pessoal, institucional e política, pelas quais decidiu, sem reservas, e desde o primeiro momento, apoiar a candidatura de Mendes Bota à liderança do PSD/Algarve.

José Graça, presidente da Comissão Política de Loulé, estrutura anfitriã do jantar, reiterou o apoio "unanime e incondicional" daquela secção concelhia a Mendes Bota.


Artigo de Rodrigo Burnay/Márcio Fernandes

in Região Sul Online

A Força do Algarve - O Jantar I

Bota com Santana mas exige o direito ao protesto

Candidato garante solidariedade institucional após as eleições, mas defende que a Comissão Distrital deve demarcar-se das medidas prejudiciais para a região: só assim terá legitimidade para depois pedir votos aos algarvios

Mendes Bota garante estar com Santana Lopes e com o Governo, mas espera reciprocidade e não abdica do direito de se manifestar. A principal preocupação do candidato à liderança do PSD/Algarve, expressa durante um jantar de apoio, realizado sábado, em Loulé, foi desfazer a ideia de ser oposição, ou não estar solidário com o primeiro-ministro e os membros do Governo, uma crítica recorrente dos apoiantes de Isabel Soares. A própria presença de Luís Filipe Menezes, um indefectível - de todas as horas - de Pedro Santana Lopes, não é uma escolha inocente, espelha a preocupação de passar essa mensagem.

Perante cerca de 800 militantes, Mendes Bota garantiu que " PSD do Algarve sobre a nossa liderança, a seguir ao dia 20 de Novembro, será sempre um apoiante firme e convicto do doutor Santana Lopes e do Governo, se a sua governação, ideias e projectos se coadunarem com as necessidades do País e também com aquilo que o Algarve quer".

Bota explicou aos seus apoiantes a razão deste posicionamento: trata-se de ter, depois, legitimidade e credibilidade para pedir o apoio da população. O PSD/Algarve, disse, "tem de se demarcar" das medidas prejudiciais para a região, de forma a ter depois "credibilidade para pedir aos algarvios o voto no PSD, no Governo e em Santana Lopes". Para isso, acrescentou, "o PSD não pode estar calado, alheado, quando os algarvios queriam que ele interviesse. Connosco, o PSD não estará calado, estará em defesa das posições justas do povo algarvio".

De acordo com Mendes Bota, o primeiro-ministro "tem de reconhecer o nosso direito à queixa, ao protesto e à não resignação; mas isso não tem nada a ver com tirar o tapete debaixo dos pés de Santana Lopes - é um grito legítimo de revolta: é o nosso legítimo direito de nos manifestarmos". A título de exemplo, Mendes Bota considerou "desastrosa" a introdução de portagens na Via do Infante e "inoportuno" o lançamento de uma taxa sobre as dormidas nos estabelecimentos hoteleiros.

"Quando se fala na solidariedade com o Governo", sublinhou, "é preciso dizer que a solidariedade tem dois sentidos: nós seremos solidários com o Governo, mas o Governo tem de ser solidário com o PSD do Algarve e com os algarvios".

Apelo das bases Vs. Generais sem tropas

Acentuando as diferenças entre as duas candidaturas, Bota afirmou que volta à vida política de forma "emocionada, porque o faço pela acção das bases do meu Partido, não pela acção de qualquer estrela do firmamento político, não pela acção dos generais sem tropa, mas pela vontade dos militantes do PSD".

O candidato destacou o actual momento político, claramente, pouco favorável ao Governo e ao Partido: "não nos espera nenhum banquete sobre a mesa", disse. "Os tempos vão ser difíceis - este é, porventura, o pior momento para tomar conta do Partido Social-democrata no Algarve. São tempos de desafios eleitorais numa conjuntura internacional e nacional adversa - nada corre bem", sustentou.

No entanto, considerou, "é nos momentos de incomodidade que se vê a fibra lutadora das pessoas. Nessas alturas o PSD precisa de nós, não é quando o vento sopra a favor. É com consciência das dificuldades que aqui estou hoje, para assumir o compromisso de voltar a construir um Partido com vitalidade, a mesma que nos habituou ao longo de décadas e com a qual se afirmou".

Revitalizar, acrescentou, "é pôr as bases a discutir, é tomar posições sobre as questões mais importantes para o Algarve: nós iremos discutir se há espaço para a agricultura e para as pescas na União Europeia dos dias de hoje; se o Algarve tem, ou não, condições naturais para apostar nas energias alternativas; vamos fazer estudos aprofundados para saber, verdadeiramente, quanto investiu o Estado no Algarve e quanto arrecadou para os seus cofres". Para Mendes Bota, "o Algarve poderia estar muito melhor, se houvesse uma justa contrapartida para aquilo que é o resultado do nosso esforço e dos nossos impostos".

Recuperar a festa do Pontal

O apelo às massas, a uma forma diferente de fazer política, recuperando os tempos das grandes manifestações populares, foi outra das constantes do discurso. Nesse sentido, Mendes Bota prometeu lutar pelo regresso de uma das mais emblemáticas manifestações dos sociais-democratas: o Pontal. "Há cinco anos, a festa temática, que marcava a agenda política do País - a festa do Pontal - foi enterrada, desapareceu do nosso léxico; nós tudo faremos para o Pontal voltar a agitar a bandeira da social-democracia", concluiu.

Artigo de Rodrigo Burnay/Márcio Fernandes

in Região Sul Online

quinta-feira, novembro 04, 2004

Entrevista a Mendes Bota

"Comparar a vida com a inexistência"



Mendes Bota não tem dúvidas: quando era presidente da Distrital havia debate e tomadas de posição. A actual "inexistência" do PSD/Algarve só não é clara na "lógica de sobrevivência de alguns - poucos - dos actuais beneficiários do poder"


Região Sul (RS) - Tem tido um discurso algo cáustico em relação ao actual estado das coisas no PSD/Algarve. Uma das críticas prende-se com uma alegada subserviência ao Poder Central. A sua candidatura é contra a direcção nacional do Partido?

Mendes Bota (MB): A simples razão de existir da minha candidatura é a evidência de um profundo mal-estar das bases do Partido no Algarve. Quando uma maioria esmagadora de responsáveis pelas estruturas concelhias, sem contar com um número significativo de autarcas e militantes em geral, fazem um balanço negativo de um mandato e decidem, por iniciativa própria, avançar para uma alternativa, convidando-me para encabeçar esse movimento, é porque se chegou à conclusão de que algo tem de mudar, para conferir ao PSD/Algarve uma vitalidade perdida nos últimos anos. A minha candidatura não é contra ninguém, nem contra a direcção nacional do PSD, e muito menos contra o seu líder. É uma candidatura a favor do Algarve e em defesa dos algarvios. E por isso penso que a solidariedade dentro do Partido não funciona apenas de baixo para cima, mas também deve funcionar de cima para baixo. É uma solidariedade em dois sentidos. Tenho uma relação normal e antiga com Santana Lopes e com a maioria dos ministros do actual e do anterior Governo. E tenho a certeza de que, após o 20 de Novembro, todos iremos colaborar para enfrentarmos em conjunto os desafios eleitorais que se avizinham.

RS - Isabel Soares disse ao nosso jornal que, porventura, têm os mesmos objectivos, simplesmente divergem nos métodos e nas equipas. Concorda?

MB - Isso é uma verdade "palissiana". É óbvio que iremos divergir nas equipas, apesar de não serem ainda conhecidas, pela simples razão de que ninguém se poderá candidatar pelas duas ao mesmo tempo. Quanto aos métodos, também é simples. É só comparar o que foi o PSD/Algarve, pleno de actividade, debate, reflexão e tomadas de posição política durante os nove anos em que fui o presidente da Comissão Política Distrital (1985-2000 e 1995-1999), com o que foi o PSD durante os últimos anos. Ou seja, é comparar a vida com a inexistência. E isso está muito claro no espírito dos militantes de base. Só não está na lógica de sobrevivência de alguns - poucos - dos actuais beneficiários do poder e das suas mordomias.

"Imoral"

RS - Tem insistido em tornar público quem o apoia, ao mesmo tempo que denuncia a existência de "aliciamentos, pressões" e até "chantagens" neste processo eleitoral. O que é que tem medo que aconteça?

MB - Não tenho medo de nada. Tenho repúdio por determinado tipo de métodos de abordagem aos militantes, no sentido de os levar a inverter uma determinada opção de voto. Primeiro, não é aceitável que haja interferências de membros da direcção nacional do PSD ou de alguns membros do Governo, num processo eleitoral que só diz respeito aos militantes do Algarve. Pela posição que ocupam, têm um dever de absoluta neutralidade. Segundo, é imoral que se façam determinadas abordagens a pessoas, que mexem com a sua vida pessoal ou profissional, apenas nesta antevéspera eleitoral, quando o desprezo e o esquecimento foram a regra durante os últimos anos.

RS - Acha realmente que os resultados das eleições dos representantes das concelhias ao Congresso do PSD podem ser extrapoladas para as da liderança ao PSD/Algarve?

MB - Desde que deixei funções dirigentes no Partido, há cinco anos atrás, que o PSD/Algarve deixou de ter presença marcante nos Congressos do PSD. Desde o tempo de José Vitorino, e numa tradição a que dei sempre sequência, que o PSD/Algarve sempre apresentou a sua própria moção de estratégia e teve intervenções que deixaram marca. Nos últimos cinco anos, essa tradição foi quebrada, e nada de relevante assinalou a passagem dos Delegados do Algarve pelos Congressos do PSD, à excepção das horríveis negociações de bastidor em luta corpo a corpo para conquistar este ou aquele lugarzinho na Comissão Política Nacional ou no Conselho Nacional. Veja-se que, a direcção cessante do PSD/Algarve aponta como relevante no seu balanço de actividades o facto de ter conseguido meter cinco membros no Conselho Nacional e um(a) na Comissão Política Nacional. E depois? Em 1999, comigo, já tinha exactamente esse número de lugares, portanto não há novidade nenhuma, nem é nenhum feito extraordinário. Ademais, quem é que conhece esses doutos conselheiros? Acaso alguém numa rua do Algarve conhece os seus nomes, ou as brilhantes intervenções que fizeram? Em prol de quê e de quem? Isso é absolutamente irrelevante. Quanto ao movimento "A Força do Algarve", o que fizemos foi organizarmo-nos de forma que candidatos a Delegados das diferentes Secções concelhias, afectos ao nosso programa, fossem eleitos. E, facto dos factos, conseguimos eleger 65% do total dos eleitos. Por razões diversas, posso afirmar hoje que já não somos apenas 65%. Dos 35 militantes do Algarve, que irão estar presentes em Barcelos no próximo dia 12 de Novembro, 25 são afectos à "Força do Algarve", ou seja, 71%. Isto não significa 71% dos votos no dia 20 de Novembro. Podem ser mais, ou podem ser menos. Mas lá que candeia que vai à frente alumia duas vezes, é uma verdade universal.

Santana é réu e PSD Algarve está 'afónico'

RS - Fez um apelo ao primeiro-ministro e presidente do PSD para que mantivesse afastado do processo eleitoral "alguns dirigentes nacionais e titulares de cargos políticos" que, actuando nessa condição, estariam a "exercer pressões inaceitáveis sobre autarcas e dirigentes do Algarve, em favor de uma outra candidatura". Pedro Santana Lopes já lhe respondeu?

MB - Não respondeu, nem tinha que responder. Não lhe foi enviado nenhum questionário. Foi-lhe comunicada uma tomada de posição.

RS - No anúncio da sua candidatura disse que o Governo merecia um período de "estado de graça". Entretanto, já houve o anúncio da putativa falta de água no Algarve; a introdução de portagens na Via do Infante parece estar confirmada; e o Orçamento de Estado prevê a introdução de uma taxa municipal para o alojamento nas unidades hoteleiras. O Governo continua a merecer o benefício da dúvida?

MB - Santana Lopes é uma vítima, não é o réu. Não foi ele que desejou ser primeiro-ministro, nem adivinhava que teria de assumir a liderança do partido nas condições em que o fez. O que eu disse, e reafirmo, é que Santana Lopes não mereceu de ninguém nem um segundo de estado de graça, como se costuma conceder a qualquer Governo. Enfrentou um autêntico pelotão de fuzilamento, com zero por cento de margem de tolerância. Eu próprio saí em defesa dele, num artigo publicado no Semanário há três meses, intitulado "Chovem Pedras em Sant'Anna". Porque não gosto desta atitude de intolerância, seja dentro ou fora do PSD, nem dos comentadores nem da oposição. E foi uma defesa sincera, pois nessa altura nem me passava pela cabeça estar na situação em que estou hoje. Hoje, já não é tempo de estado de graça. Tem havido medidas penalizadoras para o Algarve e a sua economia, como as que citou, e o que lamento é que o PSD/Algarve não tenha sido ouvido nem achado por parte de quem as tomou. E que tenha reagido com o silêncio. Nem sequer eleva a voz para defender o Governo.

RS - Pretende intervir no Congresso do PSD e, em caso afirmativo, qual é mensagem que quer passar para o Partido, nomeadamente em relação ao Algarve e às medidas que têm sido tomadas, ao arrepio da vontade generalizada dos algarvios?

MB - É exactamente isso que pretendo transmitir ao Congresso e à liderança do Partido. Falar dos problemas que afligem o Algarve, falar das dores do nosso eleitorado, da classe média em geral, dar sugestões de medidas, contribuir para que dali saia uma liderança reforçada, não por um ritual de entronização, nem por um clamor evangélico de fanatismo seguidor, mas pela força da palavra, das ideias, das propostas para o País e das convicções por que se devem pautar os verdadeiros social-democratas.

in Região sul

quarta-feira, novembro 03, 2004

Convite " Magusto da JSD"

Realiza-se no próximo dia 11 de Novembro, dia de S. Martinho, o MAGUSTO da JSD—FORÇA do ALGARVE que tem como propósito, para além do salutar convívio e momento de camaradagem, sublinhar o convicto apoio dos militantes da JSD à candidatura do Dr. Mendes Bota, que marcará presença neste acontecimento, à Comissão Política Distrital do PSD Algarve. Recordo-te que esta candidatura tem merecido a concordância enfática da esmagadora maioria dos militantes da JSD e que, por isso, já foi publicamente apoiada pela Distrital que tenho o privilégio de presidir.
Este evento decorrerá no Restaurante CHEERS, na estrada Almancil-Quarteira, entre as 19 e as 21horas. Todos os presentes poderão desfrutar, grátis, de castanha assada e vinho novo, bem como de música latino-americana e karaoke.
Esta Distrital tem vindo a produzir um significativo esforço para revitalizar a JSD mas, para levar o barco a bom porto, é também indispensável que a candidatura do Dr. Mendes Bota saía vencedora do próximo acto eleitoral. Estar com esta candidatura, é estar com a JSD, com o PSD, pelo futuro e afirmação do Algarve.
Peço-te, por conseguinte, a tua comparência nesta iniciativa para transformá-la em mais um grande exemplo de militância que traduza o nosso profundo desejo de mudança nos destinos do PSD Algarve.

Cristóvão Norte