segunda-feira, maio 29, 2006

RESUMO DO COLÓQUIO/DEBATE "CURSO DE MEDICINA NO ALGARVE"

Organizado pela Juventude Social Democrata do Algarve (JSD/Algarve), realizou-se no Anfiteatro Azul do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, no passado dia 23 de Maio, um colóquio intitulado “Curso de Medicina no Algarve”.

A Palestra moderada pelo presidente daquela estrutura, Cristóvão Norte, contou com um painel constituído pelo actual reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro; o ex- Ministro da Saúde Arlindo de Carvalho; o ex-reitor Adriano Pimpão, actualmente, coordenador da Comissão Instaladora do Curso de Medicina; e o médico João Amado, actualmente, director clínico do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Portimão e Vereador na Câmara Municipal de Portimão, eleito pelo PSD.

Cristóvão Norte introduziu o tema, fazendo alusão “aos efeitos perversos da não existência de um curso de medicina” que, na sua perspectiva impedem “a fixação de médicos no Algarve e, desse modo, constituem um estrangulamento insuperável na qualidade dos serviços de saúde prestados”. Considerou, por outro lado, que a JSD/Algarve pretende através, da petição dirigida à assembleia da republica, bem como de outras iniciativas que está a realizar, ser “portadora da vontade dos algarvios numa questão vital para assegurar a sustentabilidade da região”. Apelou ainda, o líder da distrital da JSD a que “se constitua uma plataforma politica, económica e social, representativa das diversas franjas da sociedade algarvia, passível de influenciar decisivamente a posição do governo nesta matéria”.

Arlindo de Carvalho, efectuou uma abordagem geral sobre o Sistema de Saúde e sobre o Serviço Nacional de Saúde em Portugal. Do exposto ficou claro, para a assistência, de que estatisticamente, “Portugal não só tem falta de médicos, na sua generalidade, mas também e, em maior grau, de algumas especialidades, principalmente, fora dos grandes centros urbanos, como é o caso do Algarve”. O ex-ministro da Saúde revelou ser favorável à criação deste curso no Algarve, na medida em que “trata-se não só de uma necessidade real, mas também de uma oportunidade única, pois estão criadas as condições para a implementação deste curso no Algarve”.

Segundo o novo reitor, João Guerreiro, “é importante corresponder aos novos desafios do Ensino Superior, onde se criam fusões e novas sinergias”. É com esta abertura de espírito que está previsto para o Algarve o estabelecimento do Curso de Medicina e não de uma faculdade de Medicina. Trata-se de um curso já adaptado ao Processo de Bolonha e que funcionará em regime de segundo ciclo, isto é, em regime de pós-graduação. João Guerreiro, Adriano Pimpão e João Amado, foram unânimes no que toca às expectativas deste segundo ciclo. A procura de candidatos “mais maduros e com mais experiência de vida” beneficia o próprio curso na medida em que as expectativas e “o sonho de ser médico” aos 22 ou 23 anos serão mais realistas pelo que se espera que “os candidatos estejam melhor preparados para enfrentar as muitas dificuldades da medicina clínica em especial a dos cuidados continuados”, referiram os oradores.

Trata-se de uma segunda oportunidade, para 25 candidatos, o número clausulo previsto para cada ano, pelo menos na fase de implantação, sendo assim, uma aposta na diferenciação e na qualidade, cujo ensino recairá, “não tanto na medicina hospitalar mas mais nos cuidados primários e continuados”, referiu João Amado.

Segundo Adriano Pimpão, os candidatos ao curso de medicina terão de efectuar o primeiro ciclo, de três anos, numa área de ciências básicas, como Ciências Biomédicas, Química, Física, Biologia ou Enfermagem, “pelo menos para já”, enfatizou. O segundo ciclo de quatro anos será dedicado ao ensino da Medicina Clínica.

domingo, maio 28, 2006

CIA REPORTA "CASO OLIVENÇA"

Tudo começou em 2003. A instituição norte-americana C.I.A. publica, desde
há muito, uma espécie de relatório anual, o "The World Factbook", agora na
"Internet". Esse relatório, actualizado anualmente, contém dados de todo o
tipo sobre todos os países e territórios do mundo. Como estatística. Não se
trata de uma selecção com intuitos políticos, ainda que, como sabemos, nada
seja neutro neste mundo.

No que toca a disputas territoriais, eram assinaladas mais de 160,
incluindo discordâncias fronteiriças entre o México e os próprios Estados
Unidos. O que era novidade era a inclusão de mais uma disputa. De facto,
lia-se, no que a Portugal dizia respeito: "Portugal tem periodicamente
reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de
Olivença (Espanha)".

Claro que, no que a Espanha se referia, também era assinalada a disputa:"Os
habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente em referendo contra o
"acordo de total partilha de soberania" discutido entre a Espanha e o Reino
Unido para mudar trezentos anos de governo da colónia; Marrocos protesta
contra o controle espanhol sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, o
Peñon de Velez de la Gomera, as ilhas de Peñon de Alhucemas, as ilhas
Chafarinas e as águas circundantes; Marrocos rejeita também o traçado
unilateral de uma linha média a partir das Canárias em 2002 para
estabelecer limites à exploração de recursos marinhos e interdição de
refugiados; Marrocos aceitou que os pescadores espanhóis pescassem
temporariamente na costa do Sahará Ocidental, depois de um derrame de crude
ter sujado bancos de pesca espanhóis; Portugal tem periodicamente
reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de
Olivenza (Espanha)".

A disputa de Olivença surgia, pois, naturalmente, entre outras
reivindicações ibéricas e mais de uma centena e meia de outras por todo o
mundo.

As reacções em Espanha, todavia, excederam o compreensível. Vários
jornais noticiaram que a C.I.A. comparava Olivença a Caxemira e a Gaza, e
davam a entender que a C.I.A. via movimentos terroristas (?) na Terra das
Oliveiras. Chegou-se ao cúmulo de se fazerem entrevistas com autoridades
locais, que troçaram da estupidez da C.I.A. e desafiaram os seus agentes a
procurar terroristas por aqueles lados. Nenhum, mas nenhum mesmo, jornal ou
revista espanhóis publicou o texto original da C.I.A.! E isto apesar de
todos terem recebido, repetidas vezes, o mesmo, em inglês, castelhano,
português, e catalão!

O mais bizarro sucederia no ano seguinte. A C.I.A. reformulou o seu
relatório, e, no que toca a Olivença, 2004 viu surgir a espantosa afirmação
de que "alguns grupos portugueses mantêm reivindicações adormecidas sobre
os territórios cedidos a Espanha em redor da Cidade de Olivenza". Note-se
que este discurso é, quase palavra por palavra, o discurso "oficial"
espanhol sobre este contencioso.

Era possível, todavia, fazer pior. Em 2005, desaparecia do relatório da
C.I.A. qualquer referência a Olivença. Portugal, no que toca a
disputas/reivindicações internacionais, surgia classificado com um "none"
(isto é, "nenhuma"; uma só palavra...talvez para poupar espaço...

A bizarria ia mais longe. Um pequeno mapa de Espanha acompanhava o texto
sobre este país. Pela primeira vez, Olivença surgia nele. Ao lado de
cidades como Córdova, Sevilha, Granada, Madrid (naturalmente), Valladolid,
e outras, todas capitais de províncias, não o sendo a cidade em litígio.
Duma forma afinal cómica, o Mapa não mostrava cidades como Badajoz,
Cáceres, Mérida, Salamanca, ou Pamplona. Era evidente que "Olivenza" fora
incluída, digamos, "à força".

O que causa espanto e indignação neste caso é a facilidade com que a
C.I.A., tida como a mais poderosa e "sabedora" organização de informações
do mundo, antes decerto de se informar, por exemplo, junto do Governo
Português, se foi aparentemente deixando "seduzir" por pontos de vista
espanhóis.

Felizmente, em 2006, a situação foi recolocada em termos, em geral,
correctos. Decerto "alguém" do Estado Português, verificando o erro, se deu
ao trabalho de informar a C.I.A. de que Portugal mantém mesmo reservas
sobre a soberania espanhola em Olivença. Recorde-se que esta questão ganhou
nova importância com o Alqueva, dados os problemas ligados à posse das
águas no Guadiana.

Assim, desde Maio de 2006, pode-se ler na "CIA Homepage", sobre Portugal,
no que toca a disputas internacionais, o seguinte: "Portugal não reconhece
a soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa
diferença de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de
Badajoz de 1801." No que a Espanha diz respeito, pode ler-se : "em 2003, os
habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente, por referendo, a favor de
permanecerem como colónia britânica, e contra uma solução de "partilha
total de soberania", exigindo também participação em conversações entre o
Reino Unido e a Espanha. A Espanha desaprova os planos do Reino Unido no
sentido de dar maior autonomia a Gibraltar; Marrocos contesta o domínio da
Espanha sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, e sobre as ilhas
Peñon de Velez de la Gomera, Peñon de Alhucemas e Ilhas Chafarinas, e as
águas adjacentes; Marrocos funciona como a mais importante base de migração
ilegal do Norte de África com destino a Espanha; Portugal não reconhece a
soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa diferença
de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de
1801."

A ver vamos se esta "versão", que é razoavelmente correcta, se mantém, e se
o Estado Português estará atento a novas "alterações".

Na verdade, o conflito (pacífico) fica circunscrito às suas verdadeiras
dimensões: um entre outros da Península Ibérica, e entre mais de centena e
meia de outros por esse mundo fora, que os interessados deverão resolver
quando surgir ocasião. Como deve ser sempre.
O que, afinal, já tinha sido escrito em 2003.

Artigo escrito por: Carlos Luna

sexta-feira, maio 26, 2006

MENDES BOTA PREOCUPADO COM REDUÇÃO DE VERBAS COMUNITÁRIAS PARA O ALGARVE

Uma redução drástica de 77% nas verbas comunitárias para o Algarve (QREN), nos próximos sete anos, comparativamente ao actual Quadro Comunitário, passando de 1.090 para 253 milhões de Euros, são motivo de profunda preocupação para o deputado Mendes Bota.

Em requerimento hoje dirigido ao Governo, e de que anexa o texto integral, Mendes Bota explica que a passagem artificial do Algarve ao lote das “regiões de desenvolvimento intermédio”, se fez sem qualquer acréscimo de riqueza, produção ou valor acrescentado, mas em contrapartida “mantiveram-se todas as debilidades estruturais do seu desenvolvimento sócio-económico, designadamente os desequilíbrios entre o interior e o litoral, e com sectores em crise total como a agricultura, a floresta ou as pescas.”

“De um índice de 73,2 na capitação média do PIB, numa Europa a 15 estados membros, o Algarve passou de um dia para o outro para um índice de 83,7, na Europa a 25 estados membros” – explicou o deputado.

Mendes Bota reivindica para o Algarve “os mesmos critérios de apoio às outras 21 regiões europeias em estádio de “phasing out”, que os respectivos governos lhes asseguram, garantindo apoios que vão de um máximo de 85% a um mínimo de 60%, comparativamente à situação actual.”

O deputado algarvio interroga-se sobre a ausência de mecanismos compensatórios ao abrigo de programas comunitários como o Fundo de Coesão, o Interreg ou o Feader, e mesmo em sede de PIDDAC que, a não ocorrerem, irão deixar o Algarve numa situação de penúria orçamental, que estrangulará o desenvolvimento da região.

Mendes Bota alerta para a possibilidade de o governo pretender, ele próprio, esgotar os 253 milhões de Euros, só para cumprir as três promessas eleitorais do Primeiro Ministro, a saber:

1- Construção do Hospital Central do Algarve
2- Construção da Barragem de Odelouca
3- Isenção de pagamento de portagens na Via do Infante

Desta forma, pouco ou nada sobraria para os agentes económicos ou para as autarquias locais.

Finalmente, Mendes Bota considerou que o Algarve será penalizado cumulativamente de três formas:

1- Redução brutal das ajudas comunitárias
2- Efeito-ilha, derivado de ficar cercado pelas regiões Objectivo 1 da Andaluzia e do Alentejo, com perda de competitividade na atracção de investimentos, por não dispor dos mesmos utensílios de incentivo
3- Muitos dos 10 novos estados membros concorrenciam directamente com o principal produto da economia algarvia, ou seja, o Turismo

OPINIÃO

Permanente: imutável, contínuo, ininterrupto. Recorri ao dicionário para confirmar se esta palavra teria, para todos, o mesmo significado que sempre lhe atribuí. Parece que sim…

Por uma questão de números, o Governo encerra o SAP de Silves. A Administração Regional de Saúde (ARS) sabe quantos doentes atende o SAP. Mas não quer saber quem são esses doentes.

A ARS sabe a distância entre Silves e Portimão. Mas não quer saber da distância, nem do tempo que vai de um monte em São Marcos a Portimão. Como dizia um antigo Primeiro-Ministro, é só fazer as contas…

Serviços de Atendimento Permanente vão passar a encerrar durante a noite ou reduzir o seu horário, outros vão continuar a funcionar até às 20 ou 22 horas ou mesmo 24 horas por dia.

Acho piada a este eufemismo dos horários dos SAP. Esta forma de contornar a realidade, tornando-a menos desagradável. Um “SAP” que não funciona 24 horas é um Serviço de Atendimento qualquer mas não é um SAP.

Confesso que, porque verdadeiramente não me interessa, não me dei ao trabalho de puxar pela memória (ou pela Internet) para lembrar quem foi o Ministro que criou os SAP.

Para ser politicamente correcto, a um Socialista deixava uma crítica severa e culpava-o de todos os males subsequentes, a um Social-democrata deixava a mesma crítica e depois acrescentava que a militância partidária não limitava a minha independência e espírito crítico.

Prefiro ser politicamente verdadeiro. O pecado original está na promessa da prestação de um Serviço PERMANENTE às populações.

Na miragem de um País com médicos em número suficiente para assegurar cuidados de saúde permanentes por todo o lado. Na miragem de um Estado com situação financeira que lhe permitisse fazer face à despesa que esta Permanência implica.

A classe política vem sofrendo da síndrome do vendedor de ilusões. Vai vendendo coisas como os Serviços de Atendimento Permanente, criando expectativas que facilmente defrauda, para no dia seguinte voltar à carga com mais promessas e mais medidas de nomes pomposos.

Com o Governo do Eng. Sócrates, atingimos outro patamar desta escalada de ilusionismo político.
Na Saúde, prometeu-se a reestruturação das Urgências.

No Algarve, o que foi feito? Encerrou o SAP de Silves.

Alguém notou alguma outra alteração significativa nos Centros de Saúde e Hospitais? Apenas uma: o novo Centro de Saúde de Portimão, com concurso finalizado, visto do Tribunal de Contas e verba orçamentada, está, por vontade da ARS, em banho-maria.

Prometia-se, como contrapartida ao encerramento dos SAP, o reforço do INEM. Também aqui nada mudou no Algarve. Até a construção das instalações da Delegação do INEM caiu no esquecimento.

Maternidades são encerradas, o critério principal é um número. A reforma da Saúde Materno-Infantil implica o encerramento de Maternidades e a abertura ou renovação de outras, segundo critérios que passam pela qualidade da assistência, pela rentabilização de meios humanos e técnicos, pelo principio da igualdade entre o litoral e o interior.

Apresenta-se, como novidade, a criação da Rede de Cuidados Continuados Integrados. Porém, dois anos antes, foi criada a Rede de Cuidados Continuados.

Para que a mudança prometida se concretize, e não se fique por uma palavra a mais, é urgente a regulamentação deste diploma. Só então podemos saber se o empenho posto na mediatização tem correspondência prática.

Por fim, o Hospital Central. Posto em causa, prometido, dispensado, de novo prometido, em episódios sucessivos, agora submetido à apreciação de uma Comissão que concorda com a sua construção, mas… ninguém sabe para quando, nem como.

E assim passou um ano. Um ano de ilusão permanente.

*médico, vereador da Câmara de Portimão pelo PSD in Barlavento

Em Junho, o País vai parecer Chicago, anos 30. O crime nas ruas, porta de botequim, porta de restaurante.

A proposito da polémica da Sport TV, Ferreira Fernandes escreveu no Correio da Manhã o seguinte:

Na América da Lei Seca, agentes do FBI invadiam os bares de Al Capone. No Portugal da Sport TV, quem vai prender o sr. Albino, do Restaurante Ó Bino, em Sintra, por causa do crime de passar Portugal-Angola, no dia 11?

Já estou a ver a bófia, G-3 aperradas, dia 17, à espera de indícios criminais – pode ser um grito: “Penálti!” – a entrar no Bar da Fatinha, em Gondomar, para confiscar o corpo do delito: um televisor aceso.

A D. Fátima sai da cozinha: “O Grundig é meu, caragos!” E o polícia: “Mas Portugal-Irão é do sr. Joaquim Oliveira”... E, outra coisa, os clientes são cúmplices? Por mim, já tenho álibi. Ver o Figo, eu?! Entrei para comer um bitoque...

quarta-feira, maio 24, 2006

O MONOPÓLIO DA SPORT TV

Na sequência de algumas notícias divergentes vindas a público, acerca da exibição pública dos jogos do próximo Mundial, que decorre na Alemanha, a Sportv TV decidiu, em comunicado, esclarecer a situação.

“A não autorização relativa à passagem de imagens do Campeonato do Mundo de Futebol de 2006 apenas abrange a designada exibição pública das mesmas, não se aplicando à utilização normal e adequada feita pelos respectivos subscritores, no espaço dos respectivos estabelecimentos (nomeadamente cafés, bares e restaurantes), junto dos seus clientes”, refere-se, na nota da estação televisiva.

Ou seja, “o que não está autorizado é a montagem, em locais públicos, dos designados ecrãs gigantes e/ou de outros dispositivos semelhantes destinados à exibição pública das referidas imagens”.

Fonte: Região Sul

segunda-feira, maio 22, 2006

PROPOSTA TEMÁTICA DO PSD/ALGARVE FOI O CENTRO DAS ATENÇÕES

“A Proposta Temática “Regionalizar e Descentralizar Portugal”, que tinha como primeiro subscritor o líder do PSD/Algarve, Mendes Bota, e aprovada pela Assembleia Distrital de Faro do PSD, acabou por se tornar o eixo das atenções do XXIX Congresso do PSD.

Isto, porque se tratava de uma proposta fracturante nesta questão, relativamente à estratégia global da direcção do PSD, profundamente avessa à temática da Regionalização.

Levada à votação do Congresso, o resultado obtido ultrapassou todas as expectativas, e deve merecer uma profunda reflexão do presidente do PSD e da sua direcção, bem como de todos os que tudo fizeram por uma rejeição esmagadora da Regionalização, que esteve muito longe de se verificar.

Os resultados obtidos pela Proposta defensora da Regionalização, na votação que registou a maior participação de votantes, de entre todas, foi a seguinte:

A Favor – 84 votos
Contra – 256 votos
Abstenções – 151 votos

Não pretende o PSD/Algarve inverter resultados, mas não pode deixar de chamar a atenção para o facto de 48% dos Delegados do PSD, se terem recusado a rejeitar a Regionalização, o que constitui um sinal político importante que a direcção do Partido não pode deixar de levar em consideração e em linha de reflexão.

O PSD/Algarve considera este resultado encorajante, para prosseguir em defesa do processo de Regionalização, à luz dos princípios constantes no Programa do PSD, na Constituição portuguesa, e na legislação em vigor criada pelo próprio PSD.”

quinta-feira, maio 18, 2006

COLÓQUIO/DEBATE "A NECESSIDADE DO CURSO DE MEDICINA NO ALGARVE"

Na próxima 3ª feira (dia 23 de Maio) a JSD/Algarve vai promover por volta das 15H00, no Anfiteatro Azul da Universidade do Algarve (Campus de Gambelas) um Colóquio/Debate subordinado ao tema: "A Necessidade do Curso de Medicina do Algarve", onde estará presente o Dr. Arlindo de Carvalho, EX-Ministro da Saúde. Esperamos poder contar com a tua presença!

Entretanto, a recolha de assinaturas para a petição "Curso de Medicina já!" continua a "bombar", estando muito perto das 6.000 assinaturas.

Para quem ainda não sabe, o curso de Medicina continua em fase de avaliação por parte da Comissão Internacional de Avaliação (que visitou a Universidade do Algarve no final de Março). Após a emissão do parecer técnico o curso ficará dependente da decisão política.

sexta-feira, maio 12, 2006

10.000 VISITAS!!!

O Blog da JSD/Algarve "Claros e Objectivos" chegou hoje às 10.000 visitas, fazendo uma média diária a rondar as 20 entradas.

A JSD/Algarve agradece a todos os que por aqui passaram e que continuam assiduamente a visitar-nos.

quinta-feira, maio 11, 2006

JÁ CHEGÁMOS ÀS 5.000 ASSINATURAS!

A Campanha de recolha de assinaturas para a petição "Curso de Medicina Já!" continua a bom ritmo, verificando-se uma grande aceitação por parte da população algarvia (e não só), tendo a barreira das 5.000 assinaturas sido ultrapassada no passado fim-de-semana, com a ajuda de uma excelente acção à porta do recinto da Semana Académica da Universidade do Algarve.

No entanto, temos de continuar a trabalhar de forma a recolher o máximo número de assinaturas possivel, e assim sendo, esta 6ª feira e Sábado vamos fazer uma nova acção de recolha à porta do recinto da Semana Académica a partir das 22H30.

Contamos com a tua presença e colaboração!!!

domingo, maio 07, 2006

ESCÂNDALO: MINISTRO MÁRIO LINO DEFENDE A UNIÃO IBÉRICA!

O cidadão Mário Lino pode ter as opiniões que entenda; o ministro, nem todas.

COMECEMOS por reproduzir a declaração, tal qual veio publicada no dia 24 de Abril pelo jornal «Faro de Vigo»: «Sou um iberista confesso. Temos uma história comum e uma língua comum. Há unidade histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o português. Se há algo importante para estas relações são as infra-estruturas de transporte».

Estas considerações foram feitas em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, por um cidadão português que, por acaso, é também ministro. Aliás, falava nesta qualidade, perante uma audiência composta por 150 quadros galegos da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Simeón.

Chama-se Mário Lino e tem, no Executivo português, a pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Não houve até agora desmentido nem correcção que pusessem verdadeiramente em causa a declaração reproduzida, pelo que não há também motivo para se questionar a fiabilidade do jornal. Lino pensa o que diz. E di-lo, aliás, em termos que não deixam margem para segundas leituras, apesar de, em declarações ao «Independente», ter informado ontem que falava do «iberismo» aplicado à sua área específica. Ora, não se vê o que possam ter a ver com estradas, pontes ou comboios de alta velocidade a suposta «unidade história e cultural», ou com a «história e a língua comuns» que o ministro certamente inventou para sublinhar melhor o seu fervor iberista. Mesmo falseando a realidade histórica e factual que todos os portugueses conhecem.

Não é concebível nem aceitável que um ministro português ignore o conceito a que corresponde a palavra «iberismo» no discurso político. E por isso não é concebível nem aceitável que a use com a displicência e ligeireza com que o fez. O insólito da situação, para não dizer o caricato, é tal que o próprio «Faro de Vigo» a estranha, observando que, «enquanto a Espanha é sacudida pelos debates sobre os estatutos autonómicos e sobre se o Estado se desmembra e se rompe como nação», vem o ministro português confessar-se «iberista» e convencido de que Espanha e Portugal «têm pela frente um futuro em comum». Quer dizer, enquanto as regiões e os povos de Espanha querem mais autonomia e algumas batalham pela independência, há no Governo do único país da Península que resistiu durante oito séculos e meio à força hegemónica de Castela, alguém que se declara defensor de uma unificação ibérica.

O cidadão Mário Lino pode ter as opiniões que bem entenda, mesmo as mais bizarras. O ministro português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, esse devia ter esclarecido o país sobre essas convicções pessoais antes de aceitar o cargo. E o facto de administrar as Obras Públicas não desvaloriza nem desagrava o seu lastimável discurso. Desde logo porque um ministro é sempre um político e como tal tem de raciocinar e intervir. Depois, não pode subsistir a menor dúvida de que as suas opções estratégicas - um aeroporto na Ota e este ou aquele traçado do TGV, por exemplo - são tomadas em função de princípios ou convicções que não correspondem minimamente às da generalidade dos portugueses, nem a qualquer doutrina do Estado ou orientação de Governo.

Ninguém pode surpreender-se quando o primeiro-ministro, falando de economia e das prioridades do Governo, responde «Espanha, Espanha, Espanha». É uma evidência para toda a gente que as relações com a Espanha se impõem e devem ser incentivadas no que sejam mutuamente vantajosas. Outra coisa é o discurso político do Governo ficar contaminado pelas esdrúxulas convicções pessoais de um dos seus ministros.

A menos que Mário Lino fale uma língua diferente, ou as palavras já não sirvam para nada, alguém que se proclama «iberista confesso» não deve integrar o Governo de um país cuja soberania foi conquistada precisamente contra as teses iberistas, com este ou com outro nome. Se não esclarecer o mal-entendido - admitindo, contra todos os indícios, que ele possa ter existido - todas as suas decisões passadas e futuras ficarão sob suspeita.

(posted by: Fernando Madrinha)

sexta-feira, maio 05, 2006

PETIÇÃO ON LINE. COLABORA!

PETIÇÃO "CURSO DE MEDICINA JÁ!" ESTÁ ONLINE

Caros companheiros!

A petição "Curso de Medicina já!" encontra-se agora online.

Poderão consultá-la em:
http://www.petitiononline.com/Algarve/petition.html

Por favor, subscrevam-na e reenviem-na para todos os vossos contactos.


A JSD/Algarve agradece.

terça-feira, maio 02, 2006

BARREIRA DAS 3.500 ASSINATURAS SUPERADA!

A Campanha de recolha de assinaturas para a petição "Curso de Medicina Já!" continua a bom ritmo, verificando-se uma grande aceitação por parte da população, tendo a barreira das 3.500 assinaturas sido ultrapassada neste fim-de-semana.

No proximo dia 5 começa a Semana Académica do Algarve. Assim, na 6ª feira vamos fazer uma acção de recolha à porta do recinto a partir das 22 horas.

Contamos com a tua presença e colaboração!!!

segunda-feira, maio 01, 2006

MARQUES MENDES SOLIDÁRIO COM A CAUSA DA JSD/ALGARVE

Na passada 6ª feira, a JSD/Algarve esteve presente no jantar de apresentação da candidatura do Dr. Marques Mendes à liderança do partido, tendo o actual presidente do PSD mostrado total concordância com a necessidade do Curso de Medicina no Algarve e dado apoio e encorajamento para a continuação da campanha de recolha de assinaturas para a petição da JSD/Algarve, "Curso de Medicina já!"