terça-feira, agosto 15, 2006

FESTA DO PONTAL


Festa do Pontal, dia 19 de Agosto (Sábado) no Calçadão de Quarteira.
Bilhetes à venda junto dos dirigentes da JSD.
Não Faltes!

terça-feira, julho 25, 2006

JSD/ ALGARVE na AR



A JSD Algarve entregou formalmente ao Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama, a petição "Curso de Medicina Já" subscrita por cerca de 9500 cidadãos.

Segundo Cristóvão Norte, o líder da organização, "o Presidente da AR saudou a iniciativa, tendo-a considerado um salutar exemplo de participação cívica", informando desde logo que a audição dos peticionários na competente comissão terá lugar no dia 19 de Setembro.

Na audiência, que durou cerca de 30 minutos, a comitiva da JSD Algarve, constituída por Cristóvão Norte, Hélio Emídio, Rui André, Pedro Cláudio, Bruno Lage e Nuno Antunes, foi acompanhada pelo deputado algarvio Mendes Bota e por Daniel Fangueiro, Presidente da JSD nacional.

Durante a tarde, a comitiva da JSD Algarve foi recebida em audiência por representantes dos Grupos Parlamentares do PSD, CDS-PP, PCP e BE, tendo entregue a cada grupo um exemplar da petição com as respectivas assinaturas. Apesar de não se vincularem de forma absoluta e definitiva sobre o tema da petição, demonstraram abertura e, de uma forma geral, concordância com os fundamentos aduzidos pelos jovens sociais-democratas algarvios, nomeadamente no que concerne quer a preocupação expressa pelo défice de médicos com que o Algarve e cronicamente confrontado, quer a necessidade de o Governo agir para contrariar o cenário dramático que assola o Algarve.

Comentando o facto de o Grupo Parlamentar do PS não ter acedido a receber a comitiva da JSD Algarve, ao contrario de todas as forcas politicas com assento no hemiciclo, Cristóvão Norte catalogou a conduta do PS como "perverso acto de autismo e sobranceia politica" o que, na sua perspectiva, " sublinha o desprezo do PS pelo vontade manifestada pelos 9500 algarvios que pugnam por esta causa". O mesmo responsável esclarece que " não se tratava de ouvir a JSD, mas sim o que a nossa estrutura, como catalisador desta plataforma cívica, representa nesta matéria", alertando que o curso de medicina " não deve ser prejudicado por protagonismos estéreis". A finalizar, Cristóvão Norte entende que este acto e " um mau indicio que espero não queira dizer, ao contrario do o PS propôs no seu manifesto eleitoral, que não vamos ter curso de medicina na região" e assinala que "o PS, no seu discurso oficial, pede a participação dos cidadãos na causa pública, mas isso é só no discurso oficial".

domingo, julho 23, 2006

A proposta de criação do curso de Medicina, apresentado pela Universidade do Algarve ao Governo, já previa que só poderiam candidatar-se ao curso alunos já licenciados e que demonstrassem vocação para ser médicos.

O documento entregue ao ministro da Ciência, Tecnologia e ENSINO SUPERIOR, no final de Janeiro, ainda está a ser avaliado pela comissão internacional sobre o ensino das ciências da saúde. Esta foi uma das últimas decisões de Adriano Pimpão, antigo reitor da Universidade de Algarve, cargo que neste momento é ocupado por João Guerreiro.

Este é considerado um dos projectos mais importantes do reitor que esteve oito anos na reitoria. O curso prevê um "um modelo inovador do ponto de vista pedagógico, que crie médicos mais próximos do doente e com uma formação generalista", afirmou ao DE Adriano Pimpão, responsável pelo lançamento do curso. Para isso o modelo escolhido é igual aos dos cursos de medicina das universidades do Canadá e Holanda Assim, o curso "só receberá candidatos que tenham um 1º ciclo (licenciatura), numa outra área. Uma formação que deve estar relacionada com cursos como Biologia, Enfermagem ou Ciências Biomédicas. Mais: os candidatos terão que ter passado seis meses numa unidade hospitalar. Com esta proposta, a universidade assegura "o compromisso assumido com a tutela, transversal ao actual e anterior Governo", avançando com um curso que segue as orientações definidas em legislação publicada em 1998, quando foram criados os cursos de medicina das universidades da Beira Interior e Minho. Nessa altura, o Governo exigiu que os novos cursos tivessem "um modelo inovador do ponto de vista pedagógico e um perfil médico mais próximo do doente, com uma formação mais generalista que possa fazer a primeira tiragem nos cuidados de saúde". "Seguimos modelo canadiano de formação de médicos já como uma pós-graduação", sublinha Adriano Pimpão.

O curso terá a duração de sete anos, seguindo o modelo de 3+4 o que significa que após terem terminado uma licenciatura numa área generalista, e caso entrem no curso, os alunos terão que completar mais 4 anos que lhes permitirão transformar-se em médico e ter um diploma de mestrado integrada . Uma estrutura que vai obrigar a uma alteração do modelo de acesso ao ENSINO SUPERIOR (já que até agora apenas eram tidas em conta as médias com que os alunos terminavam o ensino secundário). A prioridade é um ensino de qualidade e, por isso, no primeiro ano o curso abrirá apenas com 25 vagas, conclui. Também a Universidade de Évora está na corrida para a criação de um curso público de Medicina.

Exemplos para lá do Atlântico

EUA e Canadá - O acesso ao curso de Medicina é diferente nos dois lados Atlântico e foi do lado de lá do oceano que a Universidade do Algarve foi buscar a inspiração para a proposta que apresentou ao Governo. Ao contrário do que se passa nas Universidades europeias, o modelo aplicado nos Estados Unidos e Canadá passa pela frequência de um curso com grau de bacharelato antes da entrada em Medicina. Após a frequência de um curso relacionado com ciências, os alunos podem entrar numa corrida conhecida pelo elevado grau de competitividade, de grande exigência. Ao entrarem para o curso, os alunos têm de fazer quatro anos até adquirirem o grau 'medicai doctorate' (M.D). Embora de enorme exigência, este passo é considerado o nível básico nos Estados Unidos. As universidades públicas de Medicina são sustentadas pelo orçamento dos Estados Federais onde se situam.

Neste sentido, no concurso à admissão é dada preferência aos alunos residentes na área da universidade. O Canadá tem um sistema similar ao dos EUA, onde Medicina não é um curso de acesso directo. Para se candidatarem, os alunos têm de ter passado por um período denominado de pré-profissional. A duração é entre três e quatro anos, sendo necessário no mínimo o grau de bacharel na área de Ciências, Biologia, Química, Biologia ou Matemática.

Médicos de clinica geral reduzidos a metade

Na Saúde, o problema não é a falta de médicos, mas sim os desequilíbrios entre especialidades. O problema mais gritante está nos médicos de clínica geral. Estudos recentes dizem que, a manter-se o número actual de entradas nas faculdades de medicina e as saídas por reforma dos profissionais, dentro de uma década cerca de metade dos médicos de clínica geral estarão reformados, e sem um número correspondente de novos graduados.

A situação não é desconhecida do ministro da Saúde, que recentemente apontou o problema dos desequilíbrios na distribuição geográfica de médicos como uma das razões para a sobrecarga horária que muitas vezes é exigida aos profissionais. O trabalho e a consequente grossa fatia dos orçamentos dos hospitais para remunerar as horas extraordinárias é um dos aspectos que o ministro Correia de Campos tenciona abordar nos próximos meses.

De resto, já foi anunciada a intenção de revogar o diploma que faz com que os médicos recebam o vencimento em horas extraordinárias nas urgências pela tabela máxima de vencimento, ou seja, pelo regime das 42 horas semanais, mesmo para os que estão no regime de 35 horas por semana.

in: Diário Económico

sábado, julho 22, 2006

CURSO DE MEDICINA NO ALGARVE NAS MÃOS DE JAIME GAMA. Audição na AR marcada para 19 de Setembro.

A JSD Algarve entregou formalmente ao Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama, a petição "Curso de Medicina Já" subscrita por cerca de 9500 cidadãos.

Segundo Cristóvão Norte, o líder da organização, "o Presidente da AR saudou a iniciativa, tendo-a considerado um salutar exemplo de participação cívica", informando desde logo que a audição dos peticionários na competente comissão terá lugar no dia 19 de Setembro.
Na audiência, que durou cerca de 30 minutos, a comitiva da JSD Algarve, constituída por Cristóvão Norte, Hélio Emídio, Rui André, Pedro Cláudio, Bruno Lage e Nuno Antunes, foi acompanhada pelo deputado algarvio Mendes Bota e por Daniel Fangueiro, Presidente da JSD nacional.

Durante a tarde, a comitiva da JSD Algarve foi recebida em audiência por representantes dos Grupos Parlamentares do PSD, CDS-PP, PCP e BE, tendo entregue a cada grupo um exemplar da petição com as respectivas assinaturas. Apesar de não se vincularem de forma absoluta e definitiva sobre o tema da petição, demonstraram abertura e, de uma forma geral, concordância com os fundamentos aduzidos pelos jovens sociais-democratas algarvios, nomeadamente no que concerne quer a preocupação expressa pelo défice de médicos com que o Algarve e cronicamente confrontado, quer a necessidade de o Governo agir para contrariar o cenário dramático que assola o Algarve.

Comentando o facto de o Grupo Parlamentar do PS não ter acedido a receber a comitiva da JSD Algarve, ao contrario de todas as forcas politicas com assento no hemiciclo, Cristóvão Norte catalogou a conduta do PS como "perverso acto de autismo e sobranceia politica" o que, na sua perspectiva, " sublinha o desprezo do PS pelo vontade manifestada pelos 9500 algarvios que pugnam por esta causa". O mesmo responsável esclarece que " não se tratava de ouvir a JSD, mas sim o que a nossa estrutura, como catalisador desta plataforma cívica, representa nesta matéria", alertando que o curso de medicina " não deve ser prejudicado por protagonismos estéreis". A finalizar, Cristóvão Norte entende que este acto e " um mau indicio que espero não queira dizer, ao contrario do o PS propôs no seu manifesto eleitoral, que não vamos ter curso de medicina na região" e assinala que "o PS, no seu discurso oficial, pede a participação dos cidadãos na causa pública, mas isso é só no discurso oficial".

sexta-feira, julho 21, 2006

PETIÇÃO "CURSO DE MEDICINA JÁ!" FOI ENTREGUE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Uma delegação da JSD/Algarve, a que se juntou o líder da JSD Nacional, Daniel Fangueiro e o deputado algarvio Mendes Bota, entregou ontem na Assembleia da República a petição "Curso de Medicina já!", composta com 9522 assinaturas recolhidas nos últimos meses por todo o Algarve.

A referida delegação, após ter reunido e entregue pessoalmente a petição ao Dr. Jaime Gama (Presidente da Assembleia da República), reuniu-se com os Grupos Parlamentares do PSD, PCP, BE e CDS/PP, onde para além de terem elogiado o trabalho desenvolvido pela JSD/Algarve manifestaram o seu apoio e a sua solidariedade para com a necessidade de existir um curso de medicina no Algarve.



É de referir que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista foi o único partido que para além de não ter recebido a JSD/Algarve, não respondeu ao pedido de audiência enviado por esta juventude partidária em carta registada na passada semana.

quinta-feira, julho 20, 2006

PETIÇÃO "CURSO DE MEDICINA JÁ!" É ENTREGUE HOJE NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

A petição intitulada “Curso de medicina já”, da iniciativa da JSD/Algarve, vai ser entregue na Assembleia da República esta 5ª feira, anunciou na passada 6ª feira em conferência de imprensa realizada na Universidade do Algarve, o líder regional dos sociais-democratas Cristóvão Norte.
O que os jovens sociais-democratas pretendem é que se crie, na Universidade do Algarve, o curso de medicina, que advogam “configurar a única solução para contrariar o défice crónico de médicos de que a região padece” e evitar que se continuem a fazer sentir “ os efeitos prejudiciais na qualidade dos cuidados de saúde ministrados no Algarve”. Segundo Cristóvão Norte, a petição é subscrita por mais de “9500 assinaturas, que constituem uma viva manifestação da abrangência desta plataforma política e social que estamos empenhados em erguer”, configurando um “dos mais felizes episódios de demonstração de sentido cívico das populações que contribuíram para que fossem superadas as melhores expectativas”.
Cristóvão Norte comunicou ainda que ”por reunir mais de 4000 assinaturas, o assunto será, forçosamente, agendado em plenário da AR” e que “ a JSD já endereçou ao Presidente da Assembleia da República, bem como aos grupos parlamentares com assento no hemiciclo, um pedido de audiência para avançar os fundamentos da nossa pretensão”. Diz também Cristóvão Norte que tudo aponta para que o parecer da comissão técnica nomeada para avaliar a proposta apresentada pela Universidade do Algarve seja favorável, o que “remete a decisão política para o governo”. No entanto, a JSD/Algarve adverte que “ atendendo a que o curso de medicina constituiu um dos estandartes do PS nas últimas legislativas, não consentiremos que essa promessa vital para o progresso da região seja desprezada”.

domingo, julho 09, 2006

REGIONALIZAÇÃO EM DEBATE

O Gabinete de Estudos do PSD/ALGARVE vai levar a efeito no próximo dia 14 (6ª feira), às 21H30, na Biblioteca Municipal de Faro mais uma Conferência do Pontal subordinada ao tema “PORTUGAL e a EUROPA das REGIÕES”.

PROGRAMA

21H30 – Abertura da conferência e introdução ao tema pelo moderador, Eng. Luis Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

21H40 – Intervenção pelo Dr. Mendes Bota, deputado à Assembleia da República

22H00 – Intervenção pelo Dr. Luis Filipe Meneses, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia

22H20 – Intervenção pelo Senador da Catalunha Lluis Maria de Puig, presidente da Delegação de Espanha na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, e relator sobre “A Regionalização na Europa”

22H50 – Início do debate (perguntas formuladas pela assistência e respostas pelos conferencistas)

A entrada é livre!

terça-feira, junho 27, 2006

SÓCRATES DISSE ONTEM:

"Portugal ficou hoje a pertencer ao restrito clube dos cinco países europeus que têm todo o seu território coberto com acesso de Internet em banda larga e que oferecem os preços mais baixos", afirmou. "Foi um passo muito importante para o crescimento e desenvolvimento económico e tecnológico do país", disse.

sexta-feira, junho 23, 2006

JSD/FARO JÁ TEM BLOG!

A Comissão Política de Secção da JSD/Faro, criou o blog "PENSAR FARO", esperando que seja um espaço privilegiado para debater os problemas do concelho de Faro e discutir a actualidade política nacional e internacional.

Poderás visitar o novo blog em:
http://jsd-faro.blogspot.com

segunda-feira, junho 19, 2006

PETIÇÃO "CURSO DE MEDICINA JÁ!" - 8.500 ASSINATURAS JÁ RECOLHIDAS!

A Campanha de recolha de assinaturas para a petição "Curso de Medicina Já!" continua a bom ritmo, tendo o patamar das 8.500 assinaturas sido ultrapassado este fim-de-semana com uma grande acção de recolha de assinaturas no Algarve Summer Festival que rendeu quase 2.000 nomes.

No entanto, faz-se o apelo para que todas as concelhias algarvias da JSD abracem esta causa e continuem o seu trabalho de angariação de assinaturas, de forma a termos o maior número possivel de subscritores no final deste mês, quando a petição for entregue na Assembleia da Republica.

Entretanto relembramos que a referida petição encontra-se online em: http://www.petitiononline.com/Algarve/petition.html

Por favor, subscrevam-na e reenviem-na para todos os vossos contactos.

A JSD/Algarve agradece.

quinta-feira, junho 15, 2006

ÚLTIMA ACÇÃO DE RECOLHA DE ASSINATURAS

Este sábado, a JSD/Algarve vai promover apartir das 18H30 a última acção de recolha de assinaturas para a Petição à Assembleia da República "Curso de Medicina já!", junto ao recinto do Algarve Summer Festival, no Estádio Algarve.

Pedimos a todos, que comparecam nesta importante e derradeira acção.

terça-feira, junho 06, 2006

JSD FARO --NOVOS DIRIGENTES

JSD de Faro elege nova equipa


Bruno Lage, actual secretário-geral da JSD/Algarve, foi eleito no passado dia 2, como presidente da Comissão Política de Secção da JSD/Faro, liderando a Lista J, que se apresentava nestas eleições com o slogan «Um Projecto, Uma Equipa!», tendo obtido mais de 95 por cento dos votos.

Fazem parte da sua equipa Nuno Rio (secretário-geral), Eduardo Almeida, Hélio Emídio e Nuno Silva (vice-presidentes), André Roque, Carlos do Carmo, Luís Vaz, Marta Ferreira, Nuno Fernandes, Pedro Mendonça, Susana Silva e Telmo Madeira (vogais).

Esta nova Comissão Política, que apresenta uma equipa já com uma vasta experiência de associativismo, a nível interno, afirma que «tudo fará para manter o equilíbrio e o bom relacionamento institucional que deve existir entre a JSD e o PSD, pois está convicta que o intercâmbio de experiências e o cruzamento de ideias são fundamentais para uma maior vitalidade do espírito social democrata, sem deixar no entanto, de ser uma "Jota" irreverente e reivindicativa».

A nível externo, a JSD/Faro pretende trabalhar no sentido de atrair mais jovens para a JSD e apostará numa forte defesa dos interesses da juventude, pugnando, junto da actual Câmara Socialista, pela aposta em politicas que favoreçam os mais jovens, sem esquecer as demais carências e problemas do concelho.

Para a mesa do plenário de secção, foi eleita a Lista B, liderada por Tiago Louzeiro.

in Barlavento online

Universidade de Verão



Caros (as) Amigos (as),

Estão já abertas, no nosso website nacional www.jsd.pt, as inscrições para a Universidade de Verão 2006. Esta semana de formação intensiva decorrerá em Castelo de Vide, de 28 de Agosto a 3 de Setembro, abordando temas actuais de natureza política, económica e social, leccionados por formadores conceituados. Serão seleccionados cerca de 100 jovens de entre os muitos candidatos, em função do seu currículo partidário, académico, profissional e associativo.


Aconselho vivamente que todos os que tenham disponibilidade se candidatem. Acreditem que, para os que tiverem a felicidade de ser seleccionados, será uma experiência inesquecível.


Um abraço, Cristóvão Norte

segunda-feira, maio 29, 2006

RESUMO DO COLÓQUIO/DEBATE "CURSO DE MEDICINA NO ALGARVE"

Organizado pela Juventude Social Democrata do Algarve (JSD/Algarve), realizou-se no Anfiteatro Azul do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, no passado dia 23 de Maio, um colóquio intitulado “Curso de Medicina no Algarve”.

A Palestra moderada pelo presidente daquela estrutura, Cristóvão Norte, contou com um painel constituído pelo actual reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro; o ex- Ministro da Saúde Arlindo de Carvalho; o ex-reitor Adriano Pimpão, actualmente, coordenador da Comissão Instaladora do Curso de Medicina; e o médico João Amado, actualmente, director clínico do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Portimão e Vereador na Câmara Municipal de Portimão, eleito pelo PSD.

Cristóvão Norte introduziu o tema, fazendo alusão “aos efeitos perversos da não existência de um curso de medicina” que, na sua perspectiva impedem “a fixação de médicos no Algarve e, desse modo, constituem um estrangulamento insuperável na qualidade dos serviços de saúde prestados”. Considerou, por outro lado, que a JSD/Algarve pretende através, da petição dirigida à assembleia da republica, bem como de outras iniciativas que está a realizar, ser “portadora da vontade dos algarvios numa questão vital para assegurar a sustentabilidade da região”. Apelou ainda, o líder da distrital da JSD a que “se constitua uma plataforma politica, económica e social, representativa das diversas franjas da sociedade algarvia, passível de influenciar decisivamente a posição do governo nesta matéria”.

Arlindo de Carvalho, efectuou uma abordagem geral sobre o Sistema de Saúde e sobre o Serviço Nacional de Saúde em Portugal. Do exposto ficou claro, para a assistência, de que estatisticamente, “Portugal não só tem falta de médicos, na sua generalidade, mas também e, em maior grau, de algumas especialidades, principalmente, fora dos grandes centros urbanos, como é o caso do Algarve”. O ex-ministro da Saúde revelou ser favorável à criação deste curso no Algarve, na medida em que “trata-se não só de uma necessidade real, mas também de uma oportunidade única, pois estão criadas as condições para a implementação deste curso no Algarve”.

Segundo o novo reitor, João Guerreiro, “é importante corresponder aos novos desafios do Ensino Superior, onde se criam fusões e novas sinergias”. É com esta abertura de espírito que está previsto para o Algarve o estabelecimento do Curso de Medicina e não de uma faculdade de Medicina. Trata-se de um curso já adaptado ao Processo de Bolonha e que funcionará em regime de segundo ciclo, isto é, em regime de pós-graduação. João Guerreiro, Adriano Pimpão e João Amado, foram unânimes no que toca às expectativas deste segundo ciclo. A procura de candidatos “mais maduros e com mais experiência de vida” beneficia o próprio curso na medida em que as expectativas e “o sonho de ser médico” aos 22 ou 23 anos serão mais realistas pelo que se espera que “os candidatos estejam melhor preparados para enfrentar as muitas dificuldades da medicina clínica em especial a dos cuidados continuados”, referiram os oradores.

Trata-se de uma segunda oportunidade, para 25 candidatos, o número clausulo previsto para cada ano, pelo menos na fase de implantação, sendo assim, uma aposta na diferenciação e na qualidade, cujo ensino recairá, “não tanto na medicina hospitalar mas mais nos cuidados primários e continuados”, referiu João Amado.

Segundo Adriano Pimpão, os candidatos ao curso de medicina terão de efectuar o primeiro ciclo, de três anos, numa área de ciências básicas, como Ciências Biomédicas, Química, Física, Biologia ou Enfermagem, “pelo menos para já”, enfatizou. O segundo ciclo de quatro anos será dedicado ao ensino da Medicina Clínica.

domingo, maio 28, 2006

CIA REPORTA "CASO OLIVENÇA"

Tudo começou em 2003. A instituição norte-americana C.I.A. publica, desde
há muito, uma espécie de relatório anual, o "The World Factbook", agora na
"Internet". Esse relatório, actualizado anualmente, contém dados de todo o
tipo sobre todos os países e territórios do mundo. Como estatística. Não se
trata de uma selecção com intuitos políticos, ainda que, como sabemos, nada
seja neutro neste mundo.

No que toca a disputas territoriais, eram assinaladas mais de 160,
incluindo discordâncias fronteiriças entre o México e os próprios Estados
Unidos. O que era novidade era a inclusão de mais uma disputa. De facto,
lia-se, no que a Portugal dizia respeito: "Portugal tem periodicamente
reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de
Olivença (Espanha)".

Claro que, no que a Espanha se referia, também era assinalada a disputa:"Os
habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente em referendo contra o
"acordo de total partilha de soberania" discutido entre a Espanha e o Reino
Unido para mudar trezentos anos de governo da colónia; Marrocos protesta
contra o controle espanhol sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, o
Peñon de Velez de la Gomera, as ilhas de Peñon de Alhucemas, as ilhas
Chafarinas e as águas circundantes; Marrocos rejeita também o traçado
unilateral de uma linha média a partir das Canárias em 2002 para
estabelecer limites à exploração de recursos marinhos e interdição de
refugiados; Marrocos aceitou que os pescadores espanhóis pescassem
temporariamente na costa do Sahará Ocidental, depois de um derrame de crude
ter sujado bancos de pesca espanhóis; Portugal tem periodicamente
reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de
Olivenza (Espanha)".

A disputa de Olivença surgia, pois, naturalmente, entre outras
reivindicações ibéricas e mais de uma centena e meia de outras por todo o
mundo.

As reacções em Espanha, todavia, excederam o compreensível. Vários
jornais noticiaram que a C.I.A. comparava Olivença a Caxemira e a Gaza, e
davam a entender que a C.I.A. via movimentos terroristas (?) na Terra das
Oliveiras. Chegou-se ao cúmulo de se fazerem entrevistas com autoridades
locais, que troçaram da estupidez da C.I.A. e desafiaram os seus agentes a
procurar terroristas por aqueles lados. Nenhum, mas nenhum mesmo, jornal ou
revista espanhóis publicou o texto original da C.I.A.! E isto apesar de
todos terem recebido, repetidas vezes, o mesmo, em inglês, castelhano,
português, e catalão!

O mais bizarro sucederia no ano seguinte. A C.I.A. reformulou o seu
relatório, e, no que toca a Olivença, 2004 viu surgir a espantosa afirmação
de que "alguns grupos portugueses mantêm reivindicações adormecidas sobre
os territórios cedidos a Espanha em redor da Cidade de Olivenza". Note-se
que este discurso é, quase palavra por palavra, o discurso "oficial"
espanhol sobre este contencioso.

Era possível, todavia, fazer pior. Em 2005, desaparecia do relatório da
C.I.A. qualquer referência a Olivença. Portugal, no que toca a
disputas/reivindicações internacionais, surgia classificado com um "none"
(isto é, "nenhuma"; uma só palavra...talvez para poupar espaço...

A bizarria ia mais longe. Um pequeno mapa de Espanha acompanhava o texto
sobre este país. Pela primeira vez, Olivença surgia nele. Ao lado de
cidades como Córdova, Sevilha, Granada, Madrid (naturalmente), Valladolid,
e outras, todas capitais de províncias, não o sendo a cidade em litígio.
Duma forma afinal cómica, o Mapa não mostrava cidades como Badajoz,
Cáceres, Mérida, Salamanca, ou Pamplona. Era evidente que "Olivenza" fora
incluída, digamos, "à força".

O que causa espanto e indignação neste caso é a facilidade com que a
C.I.A., tida como a mais poderosa e "sabedora" organização de informações
do mundo, antes decerto de se informar, por exemplo, junto do Governo
Português, se foi aparentemente deixando "seduzir" por pontos de vista
espanhóis.

Felizmente, em 2006, a situação foi recolocada em termos, em geral,
correctos. Decerto "alguém" do Estado Português, verificando o erro, se deu
ao trabalho de informar a C.I.A. de que Portugal mantém mesmo reservas
sobre a soberania espanhola em Olivença. Recorde-se que esta questão ganhou
nova importância com o Alqueva, dados os problemas ligados à posse das
águas no Guadiana.

Assim, desde Maio de 2006, pode-se ler na "CIA Homepage", sobre Portugal,
no que toca a disputas internacionais, o seguinte: "Portugal não reconhece
a soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa
diferença de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de
Badajoz de 1801." No que a Espanha diz respeito, pode ler-se : "em 2003, os
habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente, por referendo, a favor de
permanecerem como colónia britânica, e contra uma solução de "partilha
total de soberania", exigindo também participação em conversações entre o
Reino Unido e a Espanha. A Espanha desaprova os planos do Reino Unido no
sentido de dar maior autonomia a Gibraltar; Marrocos contesta o domínio da
Espanha sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, e sobre as ilhas
Peñon de Velez de la Gomera, Peñon de Alhucemas e Ilhas Chafarinas, e as
águas adjacentes; Marrocos funciona como a mais importante base de migração
ilegal do Norte de África com destino a Espanha; Portugal não reconhece a
soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa diferença
de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de
1801."

A ver vamos se esta "versão", que é razoavelmente correcta, se mantém, e se
o Estado Português estará atento a novas "alterações".

Na verdade, o conflito (pacífico) fica circunscrito às suas verdadeiras
dimensões: um entre outros da Península Ibérica, e entre mais de centena e
meia de outros por esse mundo fora, que os interessados deverão resolver
quando surgir ocasião. Como deve ser sempre.
O que, afinal, já tinha sido escrito em 2003.

Artigo escrito por: Carlos Luna

sexta-feira, maio 26, 2006

MENDES BOTA PREOCUPADO COM REDUÇÃO DE VERBAS COMUNITÁRIAS PARA O ALGARVE

Uma redução drástica de 77% nas verbas comunitárias para o Algarve (QREN), nos próximos sete anos, comparativamente ao actual Quadro Comunitário, passando de 1.090 para 253 milhões de Euros, são motivo de profunda preocupação para o deputado Mendes Bota.

Em requerimento hoje dirigido ao Governo, e de que anexa o texto integral, Mendes Bota explica que a passagem artificial do Algarve ao lote das “regiões de desenvolvimento intermédio”, se fez sem qualquer acréscimo de riqueza, produção ou valor acrescentado, mas em contrapartida “mantiveram-se todas as debilidades estruturais do seu desenvolvimento sócio-económico, designadamente os desequilíbrios entre o interior e o litoral, e com sectores em crise total como a agricultura, a floresta ou as pescas.”

“De um índice de 73,2 na capitação média do PIB, numa Europa a 15 estados membros, o Algarve passou de um dia para o outro para um índice de 83,7, na Europa a 25 estados membros” – explicou o deputado.

Mendes Bota reivindica para o Algarve “os mesmos critérios de apoio às outras 21 regiões europeias em estádio de “phasing out”, que os respectivos governos lhes asseguram, garantindo apoios que vão de um máximo de 85% a um mínimo de 60%, comparativamente à situação actual.”

O deputado algarvio interroga-se sobre a ausência de mecanismos compensatórios ao abrigo de programas comunitários como o Fundo de Coesão, o Interreg ou o Feader, e mesmo em sede de PIDDAC que, a não ocorrerem, irão deixar o Algarve numa situação de penúria orçamental, que estrangulará o desenvolvimento da região.

Mendes Bota alerta para a possibilidade de o governo pretender, ele próprio, esgotar os 253 milhões de Euros, só para cumprir as três promessas eleitorais do Primeiro Ministro, a saber:

1- Construção do Hospital Central do Algarve
2- Construção da Barragem de Odelouca
3- Isenção de pagamento de portagens na Via do Infante

Desta forma, pouco ou nada sobraria para os agentes económicos ou para as autarquias locais.

Finalmente, Mendes Bota considerou que o Algarve será penalizado cumulativamente de três formas:

1- Redução brutal das ajudas comunitárias
2- Efeito-ilha, derivado de ficar cercado pelas regiões Objectivo 1 da Andaluzia e do Alentejo, com perda de competitividade na atracção de investimentos, por não dispor dos mesmos utensílios de incentivo
3- Muitos dos 10 novos estados membros concorrenciam directamente com o principal produto da economia algarvia, ou seja, o Turismo

OPINIÃO

Permanente: imutável, contínuo, ininterrupto. Recorri ao dicionário para confirmar se esta palavra teria, para todos, o mesmo significado que sempre lhe atribuí. Parece que sim…

Por uma questão de números, o Governo encerra o SAP de Silves. A Administração Regional de Saúde (ARS) sabe quantos doentes atende o SAP. Mas não quer saber quem são esses doentes.

A ARS sabe a distância entre Silves e Portimão. Mas não quer saber da distância, nem do tempo que vai de um monte em São Marcos a Portimão. Como dizia um antigo Primeiro-Ministro, é só fazer as contas…

Serviços de Atendimento Permanente vão passar a encerrar durante a noite ou reduzir o seu horário, outros vão continuar a funcionar até às 20 ou 22 horas ou mesmo 24 horas por dia.

Acho piada a este eufemismo dos horários dos SAP. Esta forma de contornar a realidade, tornando-a menos desagradável. Um “SAP” que não funciona 24 horas é um Serviço de Atendimento qualquer mas não é um SAP.

Confesso que, porque verdadeiramente não me interessa, não me dei ao trabalho de puxar pela memória (ou pela Internet) para lembrar quem foi o Ministro que criou os SAP.

Para ser politicamente correcto, a um Socialista deixava uma crítica severa e culpava-o de todos os males subsequentes, a um Social-democrata deixava a mesma crítica e depois acrescentava que a militância partidária não limitava a minha independência e espírito crítico.

Prefiro ser politicamente verdadeiro. O pecado original está na promessa da prestação de um Serviço PERMANENTE às populações.

Na miragem de um País com médicos em número suficiente para assegurar cuidados de saúde permanentes por todo o lado. Na miragem de um Estado com situação financeira que lhe permitisse fazer face à despesa que esta Permanência implica.

A classe política vem sofrendo da síndrome do vendedor de ilusões. Vai vendendo coisas como os Serviços de Atendimento Permanente, criando expectativas que facilmente defrauda, para no dia seguinte voltar à carga com mais promessas e mais medidas de nomes pomposos.

Com o Governo do Eng. Sócrates, atingimos outro patamar desta escalada de ilusionismo político.
Na Saúde, prometeu-se a reestruturação das Urgências.

No Algarve, o que foi feito? Encerrou o SAP de Silves.

Alguém notou alguma outra alteração significativa nos Centros de Saúde e Hospitais? Apenas uma: o novo Centro de Saúde de Portimão, com concurso finalizado, visto do Tribunal de Contas e verba orçamentada, está, por vontade da ARS, em banho-maria.

Prometia-se, como contrapartida ao encerramento dos SAP, o reforço do INEM. Também aqui nada mudou no Algarve. Até a construção das instalações da Delegação do INEM caiu no esquecimento.

Maternidades são encerradas, o critério principal é um número. A reforma da Saúde Materno-Infantil implica o encerramento de Maternidades e a abertura ou renovação de outras, segundo critérios que passam pela qualidade da assistência, pela rentabilização de meios humanos e técnicos, pelo principio da igualdade entre o litoral e o interior.

Apresenta-se, como novidade, a criação da Rede de Cuidados Continuados Integrados. Porém, dois anos antes, foi criada a Rede de Cuidados Continuados.

Para que a mudança prometida se concretize, e não se fique por uma palavra a mais, é urgente a regulamentação deste diploma. Só então podemos saber se o empenho posto na mediatização tem correspondência prática.

Por fim, o Hospital Central. Posto em causa, prometido, dispensado, de novo prometido, em episódios sucessivos, agora submetido à apreciação de uma Comissão que concorda com a sua construção, mas… ninguém sabe para quando, nem como.

E assim passou um ano. Um ano de ilusão permanente.

*médico, vereador da Câmara de Portimão pelo PSD in Barlavento

Em Junho, o País vai parecer Chicago, anos 30. O crime nas ruas, porta de botequim, porta de restaurante.

A proposito da polémica da Sport TV, Ferreira Fernandes escreveu no Correio da Manhã o seguinte:

Na América da Lei Seca, agentes do FBI invadiam os bares de Al Capone. No Portugal da Sport TV, quem vai prender o sr. Albino, do Restaurante Ó Bino, em Sintra, por causa do crime de passar Portugal-Angola, no dia 11?

Já estou a ver a bófia, G-3 aperradas, dia 17, à espera de indícios criminais – pode ser um grito: “Penálti!” – a entrar no Bar da Fatinha, em Gondomar, para confiscar o corpo do delito: um televisor aceso.

A D. Fátima sai da cozinha: “O Grundig é meu, caragos!” E o polícia: “Mas Portugal-Irão é do sr. Joaquim Oliveira”... E, outra coisa, os clientes são cúmplices? Por mim, já tenho álibi. Ver o Figo, eu?! Entrei para comer um bitoque...

quarta-feira, maio 24, 2006

O MONOPÓLIO DA SPORT TV

Na sequência de algumas notícias divergentes vindas a público, acerca da exibição pública dos jogos do próximo Mundial, que decorre na Alemanha, a Sportv TV decidiu, em comunicado, esclarecer a situação.

“A não autorização relativa à passagem de imagens do Campeonato do Mundo de Futebol de 2006 apenas abrange a designada exibição pública das mesmas, não se aplicando à utilização normal e adequada feita pelos respectivos subscritores, no espaço dos respectivos estabelecimentos (nomeadamente cafés, bares e restaurantes), junto dos seus clientes”, refere-se, na nota da estação televisiva.

Ou seja, “o que não está autorizado é a montagem, em locais públicos, dos designados ecrãs gigantes e/ou de outros dispositivos semelhantes destinados à exibição pública das referidas imagens”.

Fonte: Região Sul

segunda-feira, maio 22, 2006

PROPOSTA TEMÁTICA DO PSD/ALGARVE FOI O CENTRO DAS ATENÇÕES

“A Proposta Temática “Regionalizar e Descentralizar Portugal”, que tinha como primeiro subscritor o líder do PSD/Algarve, Mendes Bota, e aprovada pela Assembleia Distrital de Faro do PSD, acabou por se tornar o eixo das atenções do XXIX Congresso do PSD.

Isto, porque se tratava de uma proposta fracturante nesta questão, relativamente à estratégia global da direcção do PSD, profundamente avessa à temática da Regionalização.

Levada à votação do Congresso, o resultado obtido ultrapassou todas as expectativas, e deve merecer uma profunda reflexão do presidente do PSD e da sua direcção, bem como de todos os que tudo fizeram por uma rejeição esmagadora da Regionalização, que esteve muito longe de se verificar.

Os resultados obtidos pela Proposta defensora da Regionalização, na votação que registou a maior participação de votantes, de entre todas, foi a seguinte:

A Favor – 84 votos
Contra – 256 votos
Abstenções – 151 votos

Não pretende o PSD/Algarve inverter resultados, mas não pode deixar de chamar a atenção para o facto de 48% dos Delegados do PSD, se terem recusado a rejeitar a Regionalização, o que constitui um sinal político importante que a direcção do Partido não pode deixar de levar em consideração e em linha de reflexão.

O PSD/Algarve considera este resultado encorajante, para prosseguir em defesa do processo de Regionalização, à luz dos princípios constantes no Programa do PSD, na Constituição portuguesa, e na legislação em vigor criada pelo próprio PSD.”