sexta-feira, outubro 20, 2006

JSD critica cortes

JSD critica cortes nos Incentivos ao Arrendamento Jovem


Da análise à proposta de Orçamento de Estado para 2007, constata a JSD a razão e os alertas que nos últimos meses vem advogando, pois o governo demonstra uma vez mais que não entende e não percebe a importância do Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ). Não é propondo reduções do incentivo e do período de tempo do mesmo, numa lógica meramente economicista, que se resolverão os problemas da habitação dos jovens.

Entendemos a politica de habitação como um instrumento que vai muito além da mera correcção da desigualdade social e consideramos que esta pode ter um papel transversal na economia, na família, no emprego. Os apoios propostos, nomeadamente aos jovens, deverão ser considerados um investimento e não um custo social, promovendo desta forma uma adequação dos meios ao espaço onde são efectivamente necessários.

A mobilidade é um factor chave e este incentivo um mecanismo decisivo, pois contribuirá para uma maior eficiência económica e um enriquecimento profissional dos nossos jovens e consequentemente do nosso país. Entendemos a necessidade de não aumentar a despesa pública, não percebemos é a ineficiência do governo nesta matéria que, em vez de adequar as verbas aos verdadeiros objectivos da lei, opta antes pelo mais fácil: reduzir montantes, reduzir prazos de apoio e criar mais burocracia nas condições de acesso. Não é isto que os jovens portugueses precisam. Necessitam é de visão, inovação e soluções que lhes permitam encarar o futuro de forma decisiva e destemida. Até porque a verdade é que continuamos com um mercado de arrendamento altamente carenciado e com valores de renda, em grande parte dos casos, exorbitantes e proibitivos para a condição financeira de grande parte da população, nomeadamente os jovens.

Este é manifestamente um governo que nas mais diferentes áreas continua a agredir os jovens e a hipotecar-lhes o futuro.

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