terça-feira, julho 25, 2006

JSD/ ALGARVE na AR



A JSD Algarve entregou formalmente ao Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama, a petição "Curso de Medicina Já" subscrita por cerca de 9500 cidadãos.

Segundo Cristóvão Norte, o líder da organização, "o Presidente da AR saudou a iniciativa, tendo-a considerado um salutar exemplo de participação cívica", informando desde logo que a audição dos peticionários na competente comissão terá lugar no dia 19 de Setembro.

Na audiência, que durou cerca de 30 minutos, a comitiva da JSD Algarve, constituída por Cristóvão Norte, Hélio Emídio, Rui André, Pedro Cláudio, Bruno Lage e Nuno Antunes, foi acompanhada pelo deputado algarvio Mendes Bota e por Daniel Fangueiro, Presidente da JSD nacional.

Durante a tarde, a comitiva da JSD Algarve foi recebida em audiência por representantes dos Grupos Parlamentares do PSD, CDS-PP, PCP e BE, tendo entregue a cada grupo um exemplar da petição com as respectivas assinaturas. Apesar de não se vincularem de forma absoluta e definitiva sobre o tema da petição, demonstraram abertura e, de uma forma geral, concordância com os fundamentos aduzidos pelos jovens sociais-democratas algarvios, nomeadamente no que concerne quer a preocupação expressa pelo défice de médicos com que o Algarve e cronicamente confrontado, quer a necessidade de o Governo agir para contrariar o cenário dramático que assola o Algarve.

Comentando o facto de o Grupo Parlamentar do PS não ter acedido a receber a comitiva da JSD Algarve, ao contrario de todas as forcas politicas com assento no hemiciclo, Cristóvão Norte catalogou a conduta do PS como "perverso acto de autismo e sobranceia politica" o que, na sua perspectiva, " sublinha o desprezo do PS pelo vontade manifestada pelos 9500 algarvios que pugnam por esta causa". O mesmo responsável esclarece que " não se tratava de ouvir a JSD, mas sim o que a nossa estrutura, como catalisador desta plataforma cívica, representa nesta matéria", alertando que o curso de medicina " não deve ser prejudicado por protagonismos estéreis". A finalizar, Cristóvão Norte entende que este acto e " um mau indicio que espero não queira dizer, ao contrario do o PS propôs no seu manifesto eleitoral, que não vamos ter curso de medicina na região" e assinala que "o PS, no seu discurso oficial, pede a participação dos cidadãos na causa pública, mas isso é só no discurso oficial".

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